INTERNACIONAL NACIONAL POLÍTICA ECONOMIA SINDICATO EDUCAÇÃO ARTE E CULTURA HISTÓRIA FILOSOFIA GRUPO MOVIMENTO



UM ESTUDO SOBRE A OBRA O CAPITAL - KARL MARX
CASCAVEL-PR

Em Cascavel, no Paraná, o N.E.M. (Núcleo de Estudos Marxista) em parceria com o Grupo Movimento estará organizando um encontro para o estudo do Livro I da obra O Capital, do filósofo Karl Marx. Serão 3 (três) os encontros a serem realizados no Colégio Estadual Julia Wanderley, nos dias 09, 16 e 30 de novembro. A participação no evento é gratuita, e busca como público alvo estudantes, trabalhadores e comunidade interessada. Participam como colaboradores do evento Professores da rede estadual de ensino do Paraná, estudantes secundaristas, acadêmicos da UNIPAR (Universidade Paranaense) e da Unioeste do campus de Cascavel e Toledo.

SOBRE A OBRA O CAPITAL:

Dos três volumes que formam O Capital, o Livro Primeiro foi o único concluído e publicado integralmente enquanto Marx ainda era vivo. Sua primeira edição, publicada na Inglaterra, data de 1867. Nele Marx trata o Capital em sua relação direta de exploração da força de trabalho assalariado. Para tanto, parte do conceito de mercadoria e dinheiro, passa pelos processos de troca e transformação do dinheiro em capital, chegando a apropriação de mais-valia, que é o ponto central de sua teoria. Para Marx, a modalidade exponencial do capital é o capital industrial, pois somente ele atua no processo de criação de mais-valia. Como resultado, o lócus preferencial de seu trabalho é a fabrica e o tema central é o processo de criação e acumulação de capital.

Enquanto no Tomo I do Livro Primeiro vemos a mercadoria e o dinheiro, a transformação do dinheiro e a produção da mais-valia, no Tomo II Marx parte da maquinaria e da grande indústria, transferindo seu processo de investigação para a fábrica.

Mostra-nos a relação entre trabalhador e a máquina e, principalmente, a variação da grandeza do preço da força de trabalho. A partir desses conceitos chega a diferentes fórmulas para o cálculo da mais-valia e ao salário.

Do salário, retorna aos processos de acumulação e de transformação da mais-valia em capital, concluindo dessa forma a lei geral da acumulação capitalista, na qual a demanda crescente da força de trabalho está intimamente associada com a acumulação e a composição constante do capital.

Um comentário:

. disse...

Quando um aluno conclui seus estudos, principalmente em bairros periféricos, não há muitas perspectivas de trabalho, pois os pais dos alunos, não estimulam os alunos a estudar, mas preferem que garantam um emprego do que dêem continuidade aos mesmos.
Isso é um sério problema ao desenvolvimento técnico, científico e educacional para o país.
Ness perspectiva, garantir trabalhos temporários ao estudante é fundamental assim que ele conclui o ensino médio, para que ele tenha uma estrutura psicológica não abalada pelas exigencias da sociedade, além de poder ir adquirindo experiencia profissional. (lembremos que profissionalizar-se nem sempre significa estara submisso ao sistema econômico vigente)
Talvez estejamos falando de uma briga política (criação de uma Lei), mas uma lei que respeite as possibilidades político-econômico regionais, promovendo convênios entre escolas, prefeituras e empresas de comércio em geral.
Tanto o aluno, quanto a sociedade só têm a ganhar com isso, uma vez que o nível de profissionalismo na sociedade irá aumentar também.
Trata-se de uma causa mais do que justa, vocês não acham?