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ELEIÇÕES 2012: QUE FAZER?

Por Grupo Movimento

As eleições municipais estão próximas e isto exige de nós uma reflexão para esta conjuntura. Nos programas eleitorais que antecedem as eleições os candidatos vão fazer de tudo para convencer o eleitor de que ele, o candidato, é o mais confiável e competente para administrar o município. Mas, a análise não deve ser feita apenas com o foco no candidato, uma vez que estes estão filiados a um partido político no qual possui um programa que o candidato deve estar de acordo para fazer parte do mesmo, e no caso de ser candidato não deve somente estar de acordo, mas ser a expressão máxima das intenções do partido. Por isso, vamos analisar cada uma destas organizações políticas e tirar daí uma conclusão para orientar melhor nosso voto.

Durante o período da ditadura militar o partido que representava a chamada “linha dura”, os torturadores, os fascistas e seus simpatizantes, era a então Aliança Renovadora Nacional (ARENA) que com o fim do regime militar substituiu seu nome várias vezes. Mas, apesar de mudarem de sigla conforme o momento a linha de pensamento de seus integrantes manteve-se intacta. Ou seja, à medida que o partido se desgastava era interessante, como tática, mudar de sigla, confundir o eleitor, se manterem no poder para defender os interesses de uma oligarquia que sempre se utilizou do Estado para ampliar suas fortunas e, dessa forma, continuar lucrando sem bloqueios e sem limite com a exploração sobre os trabalhadores. De Arena para PDS, de PDS para PFL, de PFL para DEM, os Fascistas agora se intitulam “Democratas”.

Ao lado da ARENA existia o MDB, composto por um grupo de pessoas que se dizia contra a ditadura militar e que aparentemente pareciam estar interessados no fim do regime. Diziam defender a implantação de uma democracia representativa e com isso dar liberdade ao povo para que pudesse se expressar, restaurando a “República” e a “Liberdade”. Na verdade, a liberdade da qual falam os membros deste partido nada mais é do que a “Liberdade de exploração”, ou ainda, Liberdade de comprar e vender o que bem quiser a ponto de negociar, não apenas os corpos dos indivíduos, mas até suas consciências. “Igualdade”, não no sentido econômico, mas igualdade de oportunidade, que significa o mesmo que dar “oportunidade igual à galinha e à raposa”. “Fraternidade” como se fosse possível amizade entre exploradores e explorados. Estes são os “princípios” fundadores da Constituição de 1988, e é por isso que o que vemos de lá para cá é um aumento significativo dos conflitos sociais, da desigualdade econômica, do desemprego, da miséria, da fome, da violência e da opressão. O partido que aparece hoje com a sigla PMDB, desde a derrubada do regime militar, sempre esteve no poder e seus governos não resolveram e nem pretendem resolver o problema do desemprego, do achatamento salarial, da ampliação das favelas e da miséria que se espalham cada vez mais por todos os lados. Pelo contrário. Assim como todos os partidos burgueses, aprofundam e agravam ainda mais estes problemas através de corte de emprego, de salários e aumento da repressão sobre os trabalhadores e miseráveis.

Dentro da antiga ARENA (atual DEM) e MDB (atual PMDB), havia um grande número de pessoas descontentes devido à correlação de força no interior de cada um destes dois partidos, e, impossibilitados de disputar o poder acabaram unindo-se para formar o PSDB. Este partido, que busca representar a burguesia e a chamada “Social Democracia”, ao chegar ao poder com FHC em 1994, realizou uma série de projetos de privatização e demissões jamais vista no Brasil, jogando no olho da rua milhares de trabalhadores para conter os gastos públicos e dessa forma conter a inflação que se encontrava fora de controle na época. Controlou a inflação e causou um gigantesco desemprego, uma vez que inflação e desemprego são dois bicos do mesmo pau, ou seja, quando há equilíbrio de um o outro se desequilibra. Além de causar um brutal desemprego envolveu-se também em muita corrupção, mas, na época, estavam no governo e tinham força suficiente para bloquear todas as tentativas de criação de CPIs. Hoje, a CPI “Cachoeira” mostrou o envolvimento desse partido não só com corrupção através das construtoras e jogos de azar, mas também com uma gigantesca estrutura mafiosa. Para manter-se no poder e defender suas fortunas investem pesado em “segurança”, ou em outras palavras, em forte policiamento e aparato militar. Com a mesma forma de pensar, outros grupos também interessados no poder, e por não encontrar espaço nesses partidos já citados; ora pela correlação de forças, ora por vaidade de ego e ora pelo fato de que alguém atrapalhou interesses individuais de alguma pessoa ou de um subgrupo; formaram novos partidos ou se utilizaram de siglas mais antigas para se filiarem e entrar na disputa pelo poder, não com objetivo de alguma mudança significativa, mas apenas disputar e barganhar parte do poder para manter a mesma lógica de exploração sobre os trabalhadores e de ampliação da desigualdade social. Estes partidos aparecem hoje com a sigla PDT, PTB, PP, PPS, PSC, PL, PR, PSL, PSD, PV e outros.

O Partido dos “Trabalhadores” (PT) surge no cenário político em meados da década de 80, com o então processo de redemocratização. Embora no início, com um discurso de defesa dos trabalhadores, algumas lideranças menos significativas dentro do partido pensavam que a luta, de fato, consistia em colocar o poder sob o controle dos trabalhadores, mas logo se deram conta de que sua direção majoritária optou pela lógica capitalista e por uma aliança sólida com a burguesia, adotando um programa demagógico e filantrópico como bolsa família e outros. Todos estes programas e alianças petistas possui um só objetivo, isto é: manter a exploração sobre os trabalhadores e distribuir algumas migalhas entre os desempregados e miseráveis criados por essa mesma lógica de exploração. Esta maneira de governar assemelha-se ao “bonapartismo”, termo usado para lembrar o governo de Napoleão lll na França do século XIX, sobrinho do famoso Napoleão Bonaparte, que devido à luta de classe acirrada naquele momento chegou ao poder esse homem, considerado medíocre, que governava para a burguesia e distribuía salsichas para os pobres. Forma política e de governo muito semelhante a do PT. Como se isso não bastasse, a exemplo do PSDB e de todos os partidos burgueses, o PT está envolvido há tempos e até o pescoço em escândalos de corrupção.

Também temos partidos que intitulam-se “comunistas”, como o caso do PCdoB. Este partido, que possui sua origem em um grupo de desfiliados do antigo PCB, segue a mesma orientação de teses e práticas da velha, oportunista e burocrática direção stalinista, responsável pela degeneração do socialismo e pela implantação de uma ditadura corrupta e sanguinária na já extinta URSS. Este partido orienta os trabalhadores a se aliarem com a burguesia uma vez que, dizem eles, as forças produtivas da sociedade ainda não se desenvolveram o suficiente para implantação do socialismo. Nada melhor para a burguesia e para os oportunistas do que aliados “comunistas” como o PCdoB, simplesmente porque em socialismo só falam em dias de festa, pois na hora de administrar, segundo estes falsos comunistas, não se deve mexer em absolutamente nada do capitalismo e em sua lógica de exploração, mas se aliar à burguesia e abraçar esta lógica, desenvolver as forças produtivas ainda não “maduras” e defender o “progresso” até que se acabe com todo o Planeta! Basta ver o código florestal elaborado e proposto por Aldo Rebelo (PCdoB), aplaudido e apoiado por unanimidade pela bancada ruralista. Além disso, estão também envolvidos em corrupção, como é o caso recente do ministro dos esportes Orlando Silva, que teve de deixar o cargo devido ao envolvimento em suborno com uma das maiores máfias do mundo (FIFA) através das obras da copa, que foi substituído por ninguém menos que Aldo Rebelo. Que ironia! Portanto, o PCdoB, assim como o PT, também está envolvido até o pescoço em corrupção, e de “comunista” e “socialista” este partido e suas ramificações só possuem o nome. Sua direção é oportunista, corrupta e reacionária!

Já o PSOL surgiu através de um grupo de pessoas que faziam parte do PT e que, devido o envolvimento deste em corrupção, optaram por fundar outro com a mesma prática e o mesmo programa. Seus militantes dizem defender o Socialismo e uma política de forma “ética”. Embora ainda não exista nada que comprove o envolvimento deste partido em corrupção e, portando, ainda se mantém dentro dos princípios da ética burguesa, mesmo assim seu programa em nada se difere do programa petista, consistindo em administrar o estado burguês, fazendo concessões aos trabalhadores e pequenos empresários, através de programas assistencialistas e pequenas reformas, além de se utilizarem de entidades e sindicatos como máquinas eleitorais.

O PSTU, que em alguns estados começa a ter como aliado o PCdoB, atualmente faz frente com o PSOL e PCB, é um partido que defende abertamente a necessidade de substituir o modo de produção Capitalista pelo Socialista. Mas, como pretendem fazer isto? A resposta vinda de seus militantes é a seguinte: devemos, primeiramente, tomar o poder político, através da democracia representativa, e em seguida iniciar um projeto de estatização das empresas no sentido de, finalmente, eliminar a exploração sobre os trabalhadores. Porém, vale dizer, que a democracia representativa é um espaço totalmente controlado pela burguesia devido ao domínio dos meios de comunicação, do sistema educacional e pelo fato de efetuarem grandes gastos em campanhas eleitorais. Os trabalhadores não dispõem desses meios e nem de recursos suficientes para participar de uma campanha política e, por isso, estão impossibilitados de tomar o poder político através da democracia representativa. A confusão que este partido faz é de continuar buscando uma saída dentro do Estado burguês e não compreendem que esse Estado, embora propague a ideia de democracia, na verdade, é uma ditadura da burguesia sobre os trabalhadores e, por isso, não se trata apenas de tomar o poder do Estado Burguês para colocá-lo sobre os interesses e fins da classe trabalhadora, a questão não é ocupar a burocracia e a máquina estatal burguesa para transformá-la, mas acima de tudo é fundamental ressaltar que este Estado, corrupto e criminoso, não deve ser mais reconhecido como legítimo, mas precisa ser, antes de tudo, destruído e dissolvido por completo! Precisamos sim dos Conselhos! Serão através destes que os trabalhadores poderão colocar em prática suas decisões.

O antigo PCB, que hoje faz parte da frente de esquerda junto com PSTU e PSOL, também defende abertamente a necessidade do socialismo para resolver os problemas sociais, mas, a exemplo do PSTU, não tem apresentado uma tática convincente de como fazer a transição de um modo de produção para outro. Ultimamente tem falado em conselhos de trabalhadores que, de fato, é a forma e a maneira mais correta para homens livres discutirem como produzir a vida, o que produzir e como distribuir a produção. Entretanto, PCB, PSTU e PSOL são críticos ferrenhos do Voto Nulo e dizem ocupar o reduzido espaço na mídia e no parlamento apenas para denunciar as contrariedades do Capitalismo, mas não explicam, de forma satisfatória, como colocar os meios de produção sobre o controle dos trabalhadores. Perdem-se entre bandeiras “mínimas” e “máximas”, e nunca levantam e se negam a levantar bandeiras transitórias. Por fim, acabam sempre cedendo ao Voto Nulo no 2º turno, e também buscam descaracterizar as organizações independentes, as quais se negam a lhes servirem como “peões de campanha”.

No entanto, só os conselhos ainda não serão suficientes, simplesmente porque a democracia interna nesses conselhos é composta por alguns empresários que se aproveitam da consciência alienada dos trabalhadores que tem o pensamento totalmente condicionado por séculos de dominação burguesa. Por essa razão, torna-se, então, necessário um exercício constante de três elementos fundamentais para uma reflexão com os trabalhadores no interior de suas organizações e dos conselhos, de tal modo a conseguir um avanço na consciência das massas no sentido de compreender a impossibilidade de uma solução para a humanidade dentro das relações atuais de exploração e ao mesmo tempo oferecer a solução para o problema.

Com o avanço da crise capitalista, as demissões em massa, o aumento da jornada de trabalho, os cortes de salários e a inflação acelerada, é necessário defender o DIREITO AO TRABALHO, impedindo as demissões! Lutar contra o desemprego, exigindo TRABALHOS PÚBLICOS! Lutar contra a exploração e as demissões exigindo a REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO SEM REDUÇÃO DOS SALÁRIOS e contra a inflação exigindo o AUMENTO AUTOMÁTICO DOS SALÁRIOS DE ACORDO COM A ELEVAÇÃO DOS PREÇOS! Entre outras bandeiras de caráter transitório, mas essencialmente estas. Infelizmente, os partidos da chamada “frente de esquerda” não aceitam de forma alguma esses elementos de reflexão e continuam na expectativa de que algum dia possa surgir do meio das massas uma “idéia” e também a oportunidade oferecida pelas próprias circunstâncias que permitam abrir uma possibilidade à tomada do poder pelos trabalhadores.

Por fim, o que existe de comum na maioria dos partidos é um programa que leva cada vez mais a exploração e desigualdade entre as classes. PCB, PSTU e PSOL querem romper com a exploração e eliminar as desigualdades, mas os programas e as táticas apresentadas por estes partidos não são suficientes para tal tarefa, confundem a classe trabalhadora e até mesmo a divide. Por isso, neste momento não há nenhuma proposta ou partido capaz de justificar nosso voto em algum deles.

As forças produtivas da sociedade e as condições econômicas necessárias para uma transformação social já alcançou o mais alto grau de desenvolvimento e estão suficientemente maduras para a emancipação dos trabalhadores e para organização de uma sociedade justa, mas o problema continua sendo, como colocou certa vez o filósofo e revolucionário Leon Trotsky: “A situação política mundial no seu conjunto caracteriza-se, antes de mais nada, pela crise histórica da direção do proletariado”.

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Filme Convite ao 3º Festival Flaskô Fábrica de Cultura



Sinopse:
O Filme "Convite ao 3º Festival Flaskô Fábrica de Cultura" foi produzido por Fernandão Martins. Para lançar o próximo Festival que será nos dias 24, 25 e 26 de Agosto de 2012, nada melhor que mostrar o que aconteceu no 1º Festival e 2º Festival. Festivais que foram organizados pelo grupo Cassandras e Trabalhadores da Fábrica. 
A trilha sonora e as imagens são 100% gravadas dos seis dias de muita arte que aconteceram dentro da Flaskô. Os operários estão comemorando 9 anos de luta, resistindo e produzindo. A decisão de abrir as portas para toda sociedade se mantêm e se preparam para receber muita gente no 3º Festival da Fábrica Ocupada. O filme é dedicado a todos e todas artistas que se apresentaram naquele palco que é a Flaskô.

100 anos do nascimento do cantor Woody Guthrie

Por Clemente
Matéria publicada dia 28 de agosto de 2012 no site www.wsws.org

Woody Guthrie

Este ano marca o centenário de nascimento do cantor americano de música folk Woody Guthrie. O aniversário tornou-se a ocasião para comemorações e conferências realizadas em todo os EUA, bem como a abertura de um novo museu e arquivo em Tulsa, Oklahoma. (Ver: "Será que o Woody Guthrie Museum em Oklahoma distorcer opiniões do folksinger da?") As comemorações sublinhado que seis décadas após a doença de Huntington prematuramente terminou a sua carreira artística, Woody Guthrie continua sendo uma figura contemporânea.

Guthrie era um artista politicamente consciente, mas ele era um artista em primeiro lugar e que seria errado para ele avaliar apenas pelo prisma de seus pontos de vista sociais. Sua prolífica produção abraçou uma ampla faixa de experiência humana até as dezenas de canções infantis que ele gravou.

Ao mesmo tempo, não é de estranhar que o material político Guthrie continua alguns de seus mais popular e duradouro. Afinal, os flagelos do capitalismo que Guthrie cantou ainda assolam a população mundial.

No seu melhor, há um elemento quase universal e profundamente popular na música Guthrie. Suas canções raramente desceu ao pessimismo ou cinismo. Pelo contrário, grande parte de sua obra, como suas canções escritas para a Bonneville Power Administration promover a construção da barragem de Bonneville, em Oregon, é repleta de otimismo. O que mais tarde foi lançado como o 17-canção Coleção Rio Columbia contém alguns de seus melhores trabalhos, as revisões posteriores refletindo sua pró-Roosevelt e postura pró-guerra, não obstante. Em músicas como "Talking Columbia", "Grand Coulee", "Roll On Columbia, Roll On", e "Pastagens de Plenty," entusiasmo Guthrie no futuro da humanidade é palpável.

Muitos que o conheceram maravilhou-se com a sua fase ocasional presença-uma abordagem desempenho natural cuidadosamente cultivada por Guthrie. Mas ele tinha limitações reais como artista também. Ele não se destacam entre os seus contemporâneos para o comando de seu instrumento, como por exemplo, Leadbelly fez no violão de doze cordas. O fascínio de seu vocal é derivada quase exclusivamente da sua simplicidade. Além disso, enquanto o conteúdo da música Guthrie evoluído ao longo de sua carreira, a sua forma não.

Woody Guthrie viveu uma vida extraordinária. No entanto, este estava ligado mais com as experiências que ele compartilhou com sua geração e de sua capacidade de articulá-los artisticamente do que simplesmente com o individualismo e vadiagem muitas vezes comemorado por aqueles à esquerda.

Woodrow Wilson Guthrie nasceu em 14 de julho de 1912, em Okemah, Oklahoma para Charles e Belle Nora Guthrie. Sua juventude e educação eram decididamente classe média. Charles, um agente imobiliário e especulador de terras montando o boom do petróleo de Oklahoma da década de 1920, foi capaz de proporcionar bem para a família. Até o final da década, porém, a família foi devastada tanto financeiramente e fisicamente. Guthrie mais velho da irmã de Clara foi morto em um incêndio em casa e seu pai quase morreu em outro incêndio, considerado por Guthrie para ser uma tentativa de suicídio decorrente de sua ruína financeira. Sua mãe se deterioraria mentalmente após a morte de sua irmã e, eventualmente, morrer no Asilo Estado de Oklahoma Mental, sofrendo os efeitos da então desconhecida doença de Huntington.

A ruína de sua família, como tantos outros em devastação da Grande Depressão, não poderia deixar de ter uma influência sobre a vida radicalizar Guthrie. No momento em que ele deixou de Oklahoma, no início de 1937, as cenas de desespero, ele deixou para trás e aqueles que ele presenciou na estrada para a Califórnia tinha feito uma impressão indelével.


O local de nascimento de Woody Guthrie

Tentativas iniciais Guthrie para enfrentar essas realidades se reuniu com algum sucesso. Sua "Woody e Lefty Mostrar Lou" com Missouri cantora Maxine Crissman em KFVD de Los Angeles tornou-se bastante popular, especialmente com trabalhos migrantes no sudoeste americano. Canções como "Do Re Mi" sobre o "bloqueio bum" ilegal criado em 1936 para impedir a entrada de imigrantes na Califórnia, "Eu não tenho nenhuma casa mais nesse mundo", "Poeira Velha Dusty (tanto tempo que tem sido bom para Você sabe) "e" Blowin 'Down the Road (que não vai ser tratado desta forma) "diretamente abordado as experiências de vida dos trabalhadores migrantes fugindo do Dust Bowl para a Califórnia. Até o momento Crissman partiu o show devido a problemas de saúde, a estação recebeu cerca de 10 mil cartas de fãs sobre a posse da série de dez meses.

Crissman partida, no verão de 1938, desde Guthrie a oportunidade de relatar para a estação gerente J. Frank Burke sobre as condições nos campos de migrantes da Califórnia para jornal de Burke a luz. Guthrie popularidade entre os trabalhadores migrantes do "Woody e Lou Lefty Show" permitiu-lhe ter acesso a lugares poucos jornalistas podiam. Em um acampamento de migrantes, ele relatou ter visto "4.000 pessoas com fome e sujo e atolado ... Há moscas rastejando sobre os rostos dos bebês. Há barrigas potinho às centenas inchou com o gás que é causada pela desnutrição ". [1]

Guthrie turnê dos campos de migrantes tiveram um forte impacto sobre sua consciência e levou-o a esquerda amizade KFVD de notícias comentarista Ed Robbin. Robbin, um membro do Partido Comunista viria a ser link Guthrie ao movimento stalinista. Robbin Guthrie introduziu a seu amigo íntimo, e membro CP companheiro, o ator Will Geer. Uma vez que trouxe em seu círculo, Guthrie poderia conhecer outros importantes figuras culturais de esquerda, incluindo o escritor John Steinbeck, que em breve estará desfrutando da fama de seu romance As vinhas da ira.

Foi através de Robbin que Guthrie também se reuniu Mundo Pessoas diário editor Al Richmond, que concordou em deixar Guthrie começar a escrever o seu "Woody Sez" para a coluna comunista Costa Oeste publicação Partido maio 1939 (a coluna foi posteriormente captado pelo Daily Worker, em Nova York).

Guthrie foi puxado mais no movimento durante o verão de 1939, tornando-se envolvido com Geer no John Steinbeck Comitê para a organização de ajuda Agrícola. Juntos, os dois emprestaram o seu talento "cantando para colhedores de algodão, os trabalhadores Cannery, capturadores de alface, e todos os tipos de linhas de piquete, reuniões sindicais, e piqueniques, onde as pessoas sindicais cantado e dançado". [2] Guthrie também experimentaram em primeira mão, a repressão brutal dispensado contra os trabalhadores migrantes, particularmente nas mãos dos agricultores associados.

Essas experiências encontrou expressão na militância crescente de songbooks Guthrie. Por exemplo, o "Pretty Boy Floyd", compara a moralidade do bandido famoso favoravelmente à dos banqueiros e capitalistas que lucram com o empobrecimento da população e sua corrida para conduzir inúmeras famílias de suas casas. Semelhantes anti-capitalistas sentimentos são ouvidas em sua canção "The Banker Jolly." Mesmo a crucificação de Jesus foi contada através da lente da luta de classes por Guthrie em sua canção "Jesus Cristo".

Quanto ao registro histórico pode dizer, nunca Woody Guthrie ingressou no Partido Comunista. De acordo com membros CPUSA que o conheceram, o individualismo Guthrie e aversão ao estudo político sério fez um recruta pobres. No entanto, a cantora caiu firmemente dentro da órbita do partido, movendo-se em seus círculos como um companheiro de viagem. O Guthrie mais cerraram fileiras com o Partido Comunista, mais sua visão conformada para a linha de Moscou, que se encontram necessariamente reflexão, direta e indiretamente, em sua música. É dentro deste contexto que a evolução subseqüente Guthrie política, a partir de 1938, deve ser vista.

Sob a liderança de Stalin, a Internacional Comunista foi, então, defendendo uma estratégia da Frente Popular. Em nome da luta contra o fascismo, o Comintern instruiu as diversas partes comunistas para formar coalizões com setores liberais do establishment burguês onde podiam. Expressões independentes da luta de classes deveriam ser suprimidas, a fim de que eles não "assustar" os seus aliados cortejados. Ligada a este foi o objetivo de exercer pressão sobre a burguesia nacional de cada país a adotar uma política externa em relação amigável da URSS. Nos Estados Unidos, isso significava, acima de tudo subordinação do CPUSA e da classe trabalhadora para o Partido Democrata.

Guthrie foi ainda menos preparado do que muitos de seus contemporâneos para os grandes eventos políticos no horizonte por causa de sua terra limitada teórica. Para muitos ao seu redor, Guthrie deu a impressão de que ele evitava teoria política. No entanto, o biógrafo de Will Kaufman sugere que esta pode ter sido apenas uma aparência de disfarçar sua frustração com o material teórico. Independentemente, atração Guthrie ao CPUSA stalinista não pode ser simplesmente riscado até naveté política. Se os fundamentos políticos do stalinismo não foram compreendidas, suas realidades eram bem conhecidas. Havia um certo nível de política de auto-engano que teve de ser envolvido, mesmo para quem, como Guthrie, que se aproximou do CPUSA stalinista sem o benefício de uma fundação firme.

Ao aderir à perspectiva stalinista do Partido Comunista, Guthrie comprometeu-se a abrupta do Comintern zig-zags na linha política. Assim, a assinatura do Pacto Hitler-Stalin em 24 de agosto de 1939 ea mudança resultante na política Comintern desempenhou um papel importante na hostilidade temporária Guthrie para o presidente Franklin Roosevelt eo New Deal. Guthrie adotou a linha não intervencionista do CPUSA e oposição deriva a administração Roosevelt para a guerra.


http://youtu.be/VwcKwGS7OSQ

Quando Hitler violado o pacto de não-agressão e invadiu a União Soviética em junho de 1941, os stalinistas e os seus apoiantes americanos foram enviados lutando em confusão. O CPUSA mudou sua linha política virtualmente durante a noite, desta vez de um de não-intervenção rigorosa para chamadas estridentes para os EUA entrar na guerra imperialista. Este por sua vez, abrupta no cenário político foi, aparentemente, ignorou por Guthrie, que comentou com a colega cantor Pete Seeger no final de junho, "Bem, eu acho que nós não vamos estar cantando mais músicas-lhes a paz". [3]

Após a sua chegada a Nova York em junho de 1941, Guthrie prontamente se juntou ao grupo folclórico agitprop Os Cantores Almanaque, que havia sido criado pela Seeger. Os almanaques já havia lançado dois álbuns anti-guerra que a primavera-Songs for John Doe e União Talking. No entanto, a invasão da União Soviética havia prestado repertório do grupo anti-guerra obsoleto eo grupo passou a escrever canções intervencionistas, o mais famoso dos quais foi "Naufrágio do Reuben James" Guthrie detalhando a morte de 115 marinheiros americanos em 31 de outubro de 1941 a bordo de um navio de carga no Atlântico Norte entrega de armas a Grã-Bretanha.

Guthrie acabaria por ser arrastado para a guerra em um nível pessoal, juntando-se a CP-dominado União Nacional Marítimo e alistar com a Marinha Mercante EUA para evitar o recrutamento para o exército. Durante a guerra, ele se concentrou em compor novas canções, bem como reescrever muitas de suas músicas mais antigas, para refletir sua adotado e muitas vezes obsessivo, perspectiva pró-guerra. Grande parte deste material se distingue por um declínio na criatividade artística e marca um ponto baixo de sua carreira.

Seja qual for o otimismo Guthrie pode ter sentido sobre a possibilidade de uma aliança entre a CP-influenciado forças e do Partido Democrata foi de curta duração. Após a vitória de Roosevelt para um termo inédito quarto como presidente, uma nova atmosfera política em definir durante os primeiros meses de 1945. Guthrie era cada vez mais censurada, e em fevereiro de papéis seu marinheiro foram revogadas pela Inteligência Naval sob a acusação de pertencer ao Partido Comunista.

Guthrie reagiu ao clima de direita crescente, retornando para as músicas de trabalho de militantes de uma era anterior. Em março de 1945, Guthrie gravou um álbum seis canção intitulada Documentário # 1: Luta pela Asch Moe. Além de "União Burying Ground", o registro contém também dois de seus mais comovente "Massacre de Ludlow" músicas e "Massacre de 1913." Esses grandes esforços foram acompanhados com um projeto de um ano de duração detalhando a vida e execução de imigrantes italianos e anarquista mártires Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti.

Até o fim da década, a vida Guthrie começou a desvendar. Ele sofreu uma tragédia pessoal, com a morte de sua esposa e filho de Marjorie Cathy Ann em um incêndio em 1947, e da eventual desintegração do casamento. A bebida misturada aumento perigosamente com o aparecimento da doença de Huntington levando a oscilações de humor, explosões violentas e comportamento errático, isolando-o de amigos e entes queridos. Desânimo no ambiente de perseguição da esquerda lista negra, e vigilância do FBI, sem dúvida, piorou seu estado mental.

Colapso físico Guthrie lhe permitiu escapar dos piores efeitos do pós-guerra expurgos na indústria do entretenimento. Já em 09 junho de 1941, o FBI abriu um arquivo em Guthrie com base na informação repassada por um informante. Na década de 1950 Guthrie estava sendo ativamente seguido por agentes do governo em suas divagações últimos em todo o país. Os agentes do FBI ainda entrevistou médicos do Brooklyn Hospital Estadual que diagnosticaram Guthrie com a doença de Huntington, antes de reportar ao diretor J. Edgar Hoover: "Em vista do estado de saúde do sujeito e da falta de informações em primeira mão confiável refletindo membros do Partido Comunista nos últimos cinco anos, acredita-se que seu nome deve ser excluído do Índice de Segurança ". [4] Esta vigilância só terminou ativa de Guthrie, no entanto, o seu arquivo permaneceu aberto, mesmo depois de sua morte.

Em 1952, a deterioração mental Guthrie encontrou expressão em ambos aumentando a sua "anarquia linguística" e caligrafia tensa. Se deteriorando rapidamente foi a sua capacidade de reproduzir música também. Enquanto juntar Jack Elliott, Brownie McGhee e Sonny Terry em estúdios Asch para uma sessão de gravação em 18 de janeiro de 1954, "Guthrie teve problemas recordando as palavras até mesmo suas canções mais conhecidas. Sua guitarra tinha abrandado, o seu braço direito, quase dobra, só podia dedilhar as cordas até o pescoço de seu Martin "[5].

Tragicamente, Guthrie viveria a última década de sua vida em hospitais, primeiro em Greystone Hospital Parque psiquiátrica de 1956 a 1961, em seguida, Brooklyn Hospital Estadual 1961-1966. Ele faleceu em 03 de outubro de 1967, no Centro Psiquiátrico Creedmoor e suas cinzas foram espalhadas nas águas ao largo de Coney Island.

Guthrie vida e carreira foram inextricavelmente ligada com os grandes acontecimentos do século passado. Juntamente com muitos outros artistas e intelectuais, ele foi vítima de as traições stalinistas do património da Revolução Russa e da classe trabalhadora internacional. Tragicamente, este Guthrie permitido tornar-se, por vezes, a ferramenta inconsciente de forças bastante hostis à revolução social, as forças que desprezava a mais. No entanto, sua dedicação genuína e artisticamente eloqüente do oprimido continua evidente no corpo de trabalho que ele deixou para trás e certamente vai inspirar as gerações vindouras.

[1] Will Kaufman, Woody Guthrie, American Radical (Chicago: University of Illinois Press, 2011), 7.[2] Kaufman, Woody Guthrie, 20.[3] Ed Cray, Ramblin’ Man: The Life and Times of Woody Guthrie (New York: W. W. Norton & Company, 2004), 215.[4] Kaufman, Woody Guthrie, 180.[5] Cray, Ramblin’ Man, 367.