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“Nossos inimigos dizem: A luta terminou. Mas nós dizemos: Ela começou!

Nossos inimigos dizem: a verdade está liquidada. Mas nós dizemos: Nós a sabemos ainda!

Nossos inimigos dizem: Mesmo que se conheça a verdade ela não pode mais ser divulgada. Mas nós a divulgamos!

É a véspera da Batalha!
É a preparação de nossos quadros!
É o estudo do plano de luta!
É o dia antes da queda
de nossos inimigos!” (B.B.)

Brecht é uma época. Uma época tumultuosa de rebeldia e de protesto. Refletem-se, em suas obras, os problemas fundamentais do mundo atual: a luta pela emancipação social da humanidade. Brecht tem plena consciência do que pretende fazer. Usa o materialismo dialético da maneira mais sábia para a revolução estética que se dispôs a promover na poesia e no teatro.

O teatro épico e didático caracteriza-se, em Brecht, pelo cunho narrativo e descritivo cujo tema é apresentar os acontecimentos sociais em seu processo dialético: “Diverte e faz pensar”. Não se limita a explicar o mundo, pois se dispõe a modificá-lo. É um teatro que atua, ao mesmo tempo, como ciência e como arte.

A alienação do homem, para Brecht, não se manifesta como produto da intuição artística. Brecht ocupa-se dela de maneira consciente e proposital. Mas não basta compreendê-la e focalizá-la. O essencial não é a alienação em si, mas o esforço histórico para a desalienação do homem.

O papel do autor dramático não se reduz a reproduzir, em sua obra, a sociedade de seu tempo. O principal objetivo, quer pelo conteúdo, quer pela forma, e exercer uma função transformadora, que atue revolucionariamente sobre o ambiente social.

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