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Por Jarbas Martíns

Vivemos numa sociedade dividida em classes, fundada na exploração e acumulação de capital. Assim o discurso que nós trabalhadores ouvimos todos os dias na imprensa é de que trabalhando honestamente um dia todos vamos conseguir ganhar muito dinheiro e ter muito sucesso na vida. Mas a dura realidade mostra para nós trabalhadores que isso não acontece. Ao final das nossas vidas estamos marcados pelas profundas desilusões massificadas nas nossas mentes pela lógica do capital. O que resta para nós trabalhadores é uma mísera aposentadoria, (e às vezes nem mesmo isso). Portanto a crise que é permanente no sistema capitalista e que assola todo o planeta nos últimos anos tem contribuído para deixar mais claro o que nós acabamos de explicar nas linhas acima. Desse modo a crise de que tanto se fala é a crise de uma sociedade que está falida. Por que falida?. A sua degeneração está ligada às conseqüências catastróficas que estão destruindo todo o planeta e colocando em dúvida a própria sobrevivência da vida na terra. E as suas manifestações estão se aprofundando todos os dias, com guerras, violência, epidemias, destruição da natureza, aumento das favelas nas cidades, desemprego em massa, miserabilidade dos trabalhadores, rejeitando milhões de pessoas como se fossemos coisas descartáveis como qualquer outra mercadoria. Por isso nós trabalhadores temos que entender que a crise não é passageira. Porque a história nos mostra que Ela (a crise) está sempre em evidência para nós trabalhadores. Logo se vê que quem está sempre com dificuldades de salário, alimentação, assistência médica, vestuário, transporte, somos sempre nós trabalhadores.

Os donos dos meios de produção ou das fábricas e indústrias não passam por essas dificuldades como nós, não é verdade? Para Eles esses meios de subsistência são na verdade pagos por nós pela exploração que sofremos. E quem é que sempre sofre e paga pelas constantes crises do capitalismo? A resposta é simples, por aquilo que dissemos acima: nós Trabalhadores. Com arrocho salarial (diminuição do valor dos salários), demissões e ameaças de todo tipo. E o que a imprensa burguesa e o governo fazem é um discurso para enganar os trabalhadores, como disse Lula, “cada parte entre patrões e trabalhadores devem ceder um pouco”. Poderíamos nós trabalhadores acreditar no Lula só pelo fato de Ele um dia ter sido trabalhador? Não, não devemos mais acreditar. Porque o Lula e seus comparsas estão defendendo os Patrões, como está acontecendo com a crise do senado. Apesar de todas as denuncias feitas contra Sarney e seus familiares, o Presidente Lula e a Burocracia Petista, Peemedebista, Pc do B, etc., continua defendendo o presidente do senado, dono de uma das maiores cervejarias do norte do País, onde explora muitos trabalhadores, e recebe dinheiro do governo. Na verdade a crise do Senado é mais uma manifestação da crise do Capital, porque o que está em jogo são milhões de reais para serem repartidos entre aqueles que estão governando o País.

Por esses motivos e outros nós trabalhadores não devemos mais acreditar no governo Lula, e na cumplicidade da burocracia sindical, que na sua maioria é aliada do governo. CUT, FORÇA SINDICAL E COMPANHIA, é cúmplice da roubalheira que está acontecendo hoje e há muito tempo dentro do governo Petista. O discurso é: de que devemos aceitar a diminuição dos salários, demissões e ameaças, por parte dos patrões, porque esses não podem diminuir seus lucros. Ora, qual a resposta que nós trabalhadores devemos dar aos patrões, ao governo, e aos sindicatos pelegos? Devemos exigir a redução das horas de trabalho sem a redução dos salários, ou seja, para que todos os trabalhadores possam estar empregados, exigir que as horas de trabalho existentes sejam divididas entre todos sem redução de salário. Ao mesmo tempo, para não termos nossos salários corroídos pela inflação, ordenar que os mesmos sejam reajustados mensalmente de acordo com a elevação dos preços. Além disso, exigir dos governantes a criação de Frentes Públicas de Trabalho. Mas para que possamos implementar essas reivindicações, nós trabalhadores devemos discutir formas de organização que darão sustentação as mesmas. Somente desse modo nós trabalhadores conseguiremos sobreviver e nos fortalecer como classe social atuante.

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