
Por Aroldo Andrade e Carlos Vieira
Como foi dito acima, na sociedade existem dois grupos, com interesses completamente diferentes, opostos e antagônicos, que vivem em conflito constante, ora aberto, ora velado, são eles: os trabalhadores e a burguesia. Ou seja, do lado da burguesia há uma luta constante para reduzir os salários dos trabalhadores, intensificar a jornada de trabalho e substituir os trabalhadores por máquinas modernas, tudo isso com o objetivo de reduzir custos e aumentarem seus lucros. Do lado dos trabalhadores os interesses se invertem. Os trabalhadores buscam aumentar seus salários e reduzirem sua jornada de trabalho pelo razão de que o desenvolvimento tecnológico permite uma alta produção com uma pequena jornada de trabalho.
Para enfrentar essa luta, as classes se organizam em partidos políticos. Assim, aqueles que estiverem mais bem organizados vencerão o confronto. No Brasil, portanto, não é difícil perceber que, atualmente, a luta está sendo ganha, disparadamente, pela burguesia, e os partidos PT, PSOL, PSDB, PMDB, DEM, PDT, PTB, PV, PMN, PR, são seus principais representantes, visto que a luta desses partidos consistem apenas em fazer pequenas reformas sem nenhuma alteração das regras principais do atual modo de produção que é voltado para a exploração dos trabalhadores. Desse modo, sem a mudança dessas regras será impossível que a classe trabalhadora possa tomar qualquer decisão que seja de seu interesse.
O PSTU é um partido que pretende defender os trabalhadores e tem como meta final as devidas mudanças nas regras principais que dão sustentação ao modo de produção capitalista. No entanto, o programa escolhido por este partido é um amontoado de palavras de ordem, o qual não permite construir um elo entre o "programa mínimo" e o "programa máximo", ou seja, uma transição para uma nova sociedade. Em outras palavras, entre o “programa mínimo”, que se limita a reformas no quadro da sociedade burguesa, e o “programa máximo”, que promete para um futuro indeterminado a substituição do capitalismo pelo socialismo, não há qualquer mediação, e é exatamente essa confusão que os leva a fazer alianças tanto com o PSOL como com o velho partido stalinista PCB, mostrando, nesse momento, que essas alianças acontecem porque seus programas são muito parecidos um com o outro. Por isso, apesar de todo o esforço, não conseguirão conduzir a classe trabalhadora ao poder para que ela, finalmente, se liberte das amarras impostas pela burguesia.
Além do PSTU, exitem também outras organizações que, apesar de terem saído de dentro deste partido, por não concordarem com as propostas revisionistas do trotskismo, também apresetam problemas de adulteração do próprio programa trotskista. Insinua-se no interior dessas organizações de que Trotsky, escritor do célebre “Programa de Transição”, de que este era um “frouxo”, buscando dar mais enfase ao leninismo adulterado e a um centralismo não-democrático. Mas, por que o abandono do trotskismo? Muito simples. São vários os membros destas correntes que se identificam com o burocratismo, por interesses academicistas e carreiristas, além de preferirem os conchavos ao embate. Evidentemente que um trotskismo autentico acaba por prejudicar os interesses de alguns de seus membros. Assim, fica mais fácil para este grupo dar prioridade a um leninismo adulterado para justificarem suas posições oportunistas, e que provavelmente levará para uma ditadura burocrática semelhante à União Soviética. É uma espécie de neo-stalinismo, sob o véu do “trotskismo”.
Um comentário:
vocês deviam falar alguma coisa sobre o Gilmar Mendes ter encabeçado a decisão da retirada da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista. Uma baita sacanagem aos estudantes e os já formados da área. Sem falar do passado negro que ele tem, como por exemplo ser o responsável pela soltura de Daniel Dantas.
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