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Por Carlos Vieira e Aroldo Andrade

Com a chamada Crise econômica mundial, milhares de trabalhadores estão perdendo seus postos de trabalho, e fábricas em todo o mundo são obrigadas a diminuírem o ritmo da produção ou até mesmo fecharem suas portas. Assim, patrões aproveitam para demitir o “excedente” de seus funcionários, usando como desculpa a Crise.

A razão é que, em uma sociedade organizada de acordo com as relações capitalistas de produção, massas crescentes de trabalhadores perdem seus empregos devido ao progresso técnico, que faz com que parte considerável da mão de obra existente se torne “desnecessária”. Na concorrência para obterem seus empregos, a classe trabalhadora assiste constantemente seus salários serem pressionados para baixo do nível normal e se depara com diversos bloqueios e impedimentos para a elevação dos mesmos. O próprio desemprego, por exemplo, é utilizado pelos patrões, como modo de comprimir os salários dos trabalhadores e aumentar a taxa de lucro dos capitalistas. E o que vemos hoje é exatamente isso: o aumento do desemprego e a redução de salários.

Alguns economistas burgueses, de linha monetarista, recomendam aos governos que utilizem os artifícios do Estado para manter uma taxa permanente de desemprego, por considerarem que o pleno emprego da força de trabalho disponível impulsionaria a elevação dos salários provocando, assim, uma conjuntura inflacionária que acabaria reduzindo a acumulação de capitais. Ou seja, para os patrões e seus economistas, não deve haver elevação de salários, pelo fato de que isto acabaria reduzindo a acumulação de capital e o lucro dos patrões, além de gerar inflação.

É verdade que o aumento de salários reduz a acumulação de capital e diminui o lucro dos patrões, mas a afirmação de que o aumento de salários gera inflação, isto é totalmente falso! Quem determina o aumento ou redução dos preços é a lei da oferta e procura, e o aumento salarial simplesmente reduz o lucro dos patrões. No atual momento, em que patrões dos quatro cantos do mundo buscam desesperadamente uma saída da crise, os mesmo ignoram tais economistas, pois se consideram Homens “práticos” e sabem muito bem o que fazer dentro de seus negócios, ou seja, demitem e reduzem os salários dos trabalhadores estejam estes ou aqueles de acordo ou não.

Assim sendo, na Luta pela estabilidade no emprego e pela conservação dos salários os Trabalhadores têm atualmente, mais do que nunca, a necessidade de organizações de massa, e, antes de tudo, de sindicatos fortes e honestos. Caso estes estejam sobre o controle dos patrões, os trabalhadores devem atuar em duas frentes simultaneamente, isto é, pressionar a direção “pelega” para arrancar-lhe a máscara e ao mesmo tempo organizar-se diretamente através dos Comitês de Fábrica e Conselhos, exigindo que se reparta o trabalho existente entre todos os trabalhadores e desse modo não permitir, sob hipótese alguma, nem demissões nem reduções de salários.

Enfim, a organização direta e independente dos trabalhadores apresenta-se como única saída para o período de catástrofes que se aproxima.

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