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GOVERNOS BURGUESES ADOTAM MEDIDAS CONTRA A CRISE: DESEMPREGO E GUERRA.
Por Carlos Vieira e Aroldo Andrade

Desde o início da crise, governos de vários países buscam desesperadamente uma fórmula para salvar o capitalismo mundial. Recentemente, acompanhamos a crise do setor automobilístico, com as demissões em massa de operários nas principais montadoras e, junto a isso a traição das direções sindicais pelegas, que fazem o jogo dos patrões, convencendo os operários da “inevitabilidade” das demissões e reduções de salários.

Ao mesmo tempo, acompanhamos também, a mais de duas semanas, os violentos conflitos que ocorrem na Faixa de Gaza, entre o Estado de Israel e o grupo palestino Hamas. Já passam de 1.300 o número de palestinos mortos na Faixa de Gaza, onde a mais de 15 dias o exército israelense bombardeia a região sobre o pretexto de liquidar o “grupo terrorista”, que segundo o governo de Israel “representa um perigo para a soberania do Estado de Israel”. A imprensa procura culpar o Hamas pelos conflitos na Faixa de Gaza e justificar os bombardeios Israelenses. Apesar dos apelos e discursos de um cessar fogo e de uma trégua na região, o conflito continua.

O presidente norte americano George Bush, que deixa hoje o cargo para a posse de Barack Obama, aproveitou seus últimos dias como presidente para intensificar os conflitos no Oriente Médio. Principal aliado de Shimon Peres, então presidente de Israel, e principal incentivador dos conflitos na Faixa de Gaza, Bush procura salvar sua principal fonte particular de lucro: a indústria bélica, ao qual também é afetada pela crise. Entretanto, contrariamente, depois da 2ª Guerra Mundial, nunca a indústria bélica lucrou tanto como lucrou nos oito anos de Governo Bush.

Como tal, a crise pela qual passa a indústria bélica, assim como as montadoras, também está relacionada a uma crise de superprodução. A chamada epidemia da superprodução, que desaba sobre a sociedade e que em qualquer época teria sido um paradoxo, subitamente, reconduz o mundo a um estado de Barbárie.

Em conseqüência desse fato, grupos capitalistas estabelecem certas relações, baseadas na partilha econômica do mundo. Tais relações se estabeleceram entre grupos políticos, e assim sendo, entre os Estados. É a chamada “luta por territórios econômicos”. A superprodução, que se origina do desenvolvimento tecnológico e das relações de produção e de troca em geral (indústria e comércio), em confronto com o subconsumo das massas, provocado pelo desemprego e pelos salários baixos, ameaçam a existência do regime burguês e de capitalistas de todo o mundo. Este confronto – superprodução vs subconsumo – passa a entravar as relações capitalistas de produção, colocando em xeque o domínio de banqueiros e empresários de todo o mundo. Pequenos e grandes capitalistas sentem o chão lhes sair aos pés.

Neste caso, o que fazem os vários governos burgueses e de que maneira consegue a burguesia superar estas crises? Dentro desse quadro, só existe um modo possível para que a burguesia mantenha seu domínio e a continuidade do capitalismo: De um lado, pela Guerra, pela destruição violenta de grande quantidade de forças produtivas (ou seja, destruir para que a relações capitalistas possam reconstruir); de outro lado pela conquista de novos mercados, pela exploração mais intensa dos antigos, pelo domínio das fontes de matéria prima e principalmente pelas fontes de energia que serão utilizadas assim que se inicie um novo ciclo de crescimento. Por sua vez, a que leva isso? Inevitavelmente, ao preparo de crises mais extensas e mais destruidoras e a diminuição dos meios de evitá-la.

Neste caso, que atitude devem tomar os trabalhadores e jovens de todo o mundo que sentem na pele os efeitos da agonia do capitalismo? Que Fazer?

Somente a organização da juventude e dos trabalhadores a nível mundial pode impedir a Barbárie que se espalha pelo mundo. Somente o internacionalismo proletário, a união entre trabalhadores e jovens de todas as nações do mundo pode libertar a humanidade dos correntes que a aprisionam.

CONTRA A BARBARIE CAPITALISTA!
NÃO À GUERRA DE RAPINA PROMOVIDA POR ISRAEL!
PELA ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES E DA JUVENTUDE!

CONTRA O DESEMPREGO!
REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO SEM REDUÇÃO DOS SALÁRIOS!
FRENTES PÚBLICAS DE TRABALHO NA CIDADE E NO CAMPO!

ORGANIZAR OS CONSELHOS DE TRABALHADORES E ESTUDANTES NA PALESTINA, EM ISRAEL, NOS EUA, NO BRASIL E NO MUNDO!

CONSTRUIR UM NOVO FUTURO!

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