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ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2008: ZERO, ZERO e CONFIRMA!
Por Aroldo Andrade e Carlos Vieira

As Eleições Municipais se aproximam! Em outubro, a população de todos os municípios do Brasil vai às urnas para fazer a escolha dos candidatos que ocuparão os cargos do legislativo e executivo. Por isso, nada mais adequado do que falarmos sobre o processo eleitoral que se aproxima e, ao mesmo tempo, buscar, neste pequeno espaço, uma alternativa de como proceder nestas eleições.

Tanto nas pequenas como nas grandes cidades há algo de comum entre elas, tais como salários baixos, desemprego e a exigência de um ritmo muito intenso de trabalho para aqueles que atualmente ocupam os postos de trabalho. No entanto, quando se aproximam as eleições os candidatos se esforçam para apresentarem propostas que resolvam esses problemas. A maioria deles defendem a proposta de que a solução está na “iniciativa privada”. Desse modo, o poder público deve entregar o cofre para a classe empresarial uma vez que esta elite da sociedade é quem realmente tem a capacidade de gerenciar o setor produtivo de tal maneira que, ao fazer desenvolver a economia, automaticamente será solucionado os problemas como a miséria, fome, violência, tráfico de drogas e assim por diante. Os partidos que defendem esta postura são o PSDB, DEM, PDT, PTB, PPS, PMDB e outros que geralmente fazem aliança com estes partidos.

Por outro lado, existem aqueles que defendem o fortalecimento de políticas públicas, mas que em nenhum momento condenam a iniciativa privada, de tal modo que estas ações, determinadas por essas políticas, também são executadas pelo setor privado. Os partidos que defendem esta posição são o PT e seus aliados como PCdoB, PV, parte do PMDB e outros. Estes partidos, quando são solicitados a dizerem qual sua posição em relação ao socialismo, dizem que não são contra o mesmo, mas para o momento não existem as condições objetivas para isso. Portanto, de socialismo, só falam em dias de festa e na hora de gerenciar o Estado o fazem em aliança com a classe empresarial e com os banqueiros. Tudo na maior harmonia, com um braço socorre os banqueiros, aceitando empréstimos com os juros mais altos do planeta, e, com outro, auxilia o setor privado quando este está ameaçado de falência. Com relação aos trabalhadores, atuam sempre no sentido de bloquear qualquer ação destes, uma vez que grande parte dos trabalhadores ainda tem ilusão com esses partidos pelo fato do presidente da república ser um ex-operário e fazer parte de um deles. Desse modo, os trabalhadores são enganados através dos sindicatos simplesmente porque esta instituição encontra-se totalmente controlada por essa camarilha que se apoderou do poder com apoio dos trabalhadores e ainda usam a boa intenção dos mesmos para continuar bloqueando qualquer manifestação de descontentamento com os baixos salários, desemprego e altas jornadas de trabalho. Ou, como diz a gíria popular “Seguram o violino com a esquerda e tocam com a direita”.

Além desses, existem alguns que aparentam ter uma postura mais radical como é o caso do PSOL. Mas não se iludam, porque a representante máxima desse partido “Heloisa Helena” em entrevista à rede globo deixou claro que socialismo é algo usado no discurso, mas que atualmente não existe as condições materiais para implantá-lo. Portanto, isto é algo para um futuro longínquo, na hora de administrar seguirão rigorosamente a constituição brasileira. Ora, nossa constituição é totalmente burguesa e, portanto, é claro, farão como qualquer outro gerente dessa ordem vigente. Além disso, o PSOL é formando por militantes que saíram do PT e o fizeram não porque discordavam do programa do Partido, mas simplesmente porque a direção do PT estava completamente apodrecida pela corrupção. Assim, um grupo que não foi pego pela CPI achou melhor, como tática, se desligar desse partido e construir um outro com pessoas “responsáveis e idôneas”. Mas, o programa do partido continua sendo o mesmo do PT e este partido nós já o conhecemos! Ou seja, a luta do PT só serviu para promover os oportunistas que hoje estão com altos salários e governando para a burguesia.

No primeiro caso, temos os liberais que defendem um Estado mínimo e uma economia de mercado com total liberdade para a indústria e o comércio. Entretanto, a economia de mercado coloca os capitalistas em concorrência e para vencerem essa disputa precisam investir em tecnologia, demitir funcionários, rebaixar salários e intensificar o trabalho daqueles que não foram demitidos. Além disso, as pequenas indústrias e comércios não resistem à concorrência e o resultado disso é o fechamento de muitas delas ocasionando mais e mais demissões. Por outro lado, essas pequenas massas falidas são incorporadas pelas grandes formando, assim, os monopólios e consequentemente concentrando mais riqueza nas mãos de poucos. E é exatamente isto que leva a sociedade ter sua riqueza concentrada nas mãos de uma minoria enquanto a barbárie se espalha por toda parte.

Para o segundo caso, temos um grupo que defende a interferência do Estado na iniciativa privada, e neste caso o Estado entra para socorrer as empresas ameaçadas de falência e para auxiliar a iniciativa privada com infra-estrutura e tudo aquilo que for necessário para as empresas continuarem lucrando cada vez mais.

No terceiro caso, trata-se de um grupo que tem o mesmo programa do segundo, mas usa um discurso que tem como objetivo conquistar os votos daqueles que se identificam com o socialismo e também o voto dos estudantes que se deixam levar facilmente por propostas como o passe livre. Ou seja, o discurso do PSOL, por exemplo, não se identifica com o seu próprio programa, uma vez que na campanha eleitoral a própria Heloisa Helena, representante máxima do partido já avisou, através da rede globo, que “o partido administrará de acordo com a constituição”. Portanto, socialismo para o PSOL, só em dias de festa!

Como se vê, todos esses partidos que se apresentaram até agora, nenhum deles tem uma proposta que realmente atenda os interesses dos trabalhadores e da juventude.
Neste caso, o que resta para os trabalhadores e estudantes que irão às urnas nas eleições municipais de outubro? Que fazer? *

Só nos resta uma saída:

VOTO NULO!

NÃO A FARSA DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS!

PELA ORGANIZAÇÃO DIRETA E POPULAR!

PELA DEMOCRACIA DOS CONSELHOS DE TRABALHADORES E ESTUDANTES!

ZERO, ZERO
e CONFIRMA!


*É necessário a construção de uma organização que tenha como proposta a luta pela: reposição salarial de acordo com a elevação dos preços; que o trabalho existente seja repartido entre todos os trabalhadores sem redução dos salários; pelas frentes públicas de trabalho para os desempregados; contra o oportunismo e autoritarismo dos partidos políticos, zelando pelas liberdades democráticas para que tanto estudantes como trabalhadores possam se organizar e levar adiante essas bandeiras. Assim, esta organização, direta e Popular, deve ser construída através de Comitês de Trabalhadores e estudantes, que possuam como meta a organização de Conselhos Populares; estes por sua vez deverão zelar pelos interesses da juventude e da classe trabalhadora.

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