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ALTA NOS PREÇOS E DESEMPREGO PARA A CLASSE TRABALHADORA
Por Grupo Movimento

As recentes greves ocorridas nos Correios, a greve dos Professores e da Polícia Civil, a alta no preço dos alimentos, as ocupações de terras realizadas pelo MST, revelam a insatisfação geral das massas frente a uma sociedade em ruínas. Mas, esta indignação está, também, entre os trabalhadores que não podem expressar seu descontentamento. Ora porque estão desorganizados, ora porque são ameaçados de demissão pelos seus patrões, caso façam qualquer tentativa nesse sentido. Além desses, existe ainda um outro grupo, que se encontra mais indignado ainda, que são os trabalhadores desempregados. Mas, afinal de contas, porque será que em todas as categorias encontramos trabalhadores indignados com a atual situação, embora a mídia tente passar a imagem de que tudo está muito bem devido ao crescimento econômico do País?

Em todas as épocas observamos governos que foram extremamente rígidos com programas de estabilização da economia. Entretanto, todos estes governos acabaram levando à paralisação do crescimento econômico, dando início ao fechamento de muitas fábricas com demissão em massa de trabalhadores. Desempregados, estes trabalhadores não podem consumir os produtos produzidos pelas fabricas ainda em funcionamento e, dessa maneira, a oferta das mercadorias torna-se maior que a procura, causando assim a diminuição nos preços das mesmas. Por outro lado, há governos que usam certos artifícios do Estado para impulsionar o crescimento e toda vez que isto ocorre, a inflação acaba voltando. Ou seja, tanto os programas de estabilização como os programas de crescimento são dois bicos do mesmo pau, uma vez que o primeiro traz demissões e o segundo a volta da inflação que corrói, ou achata, o salário dos trabalhadores, diminuindo assim o poder de compra dos mesmos.

Como se vê, nas duas situações os trabalhadores são prejudicados. Mas, a burguesia aproveita muito bem os dois momentos, utilizando-se da sofística, para enganar os assalariados. Num primeiro momento, criticam a inflação para defender a estabilização. Em seguida, dizem que “um pouco de inflação é bom para impulsionar o crescimento econômico”. Pior ainda, se utilizam de um ex-operário para executar estas tarefas contra os assalariados. Mas, o oportunista Lula não está sozinho e conta com a estrutura do Estado Burguês, com o PT e demais partidos governistas, para se manter no poder e dar continuidade a exploração sobre os trabalhadores.

Na verdade, este modo de produção já se esgotou, e por mais que os apologistas desta ordem tentem argumentar de que esta é ainda a melhor maneira de organizar a sociedade acabam por ter que refazer, a todo instante, seu discurso contraditório pela razão de que a contradição entre as relações de produção e as forças produtivas é real e não se combina com o pensamento dos ideólogos da burguesia. E é exatamente desta contradição que resulta as greves dos carteiros, dos policiais e dos professores, gerando também o desemprego e outras mazelas da sociedade.

Assim sendo, o jornal “O Militante” apóia todos os movimentos de greve! Porém, não concordamos com a maneira pela qual são encaminhadas as reivindicações feitas pela direção dos sindicatos. Melhor dizendo, não adianta encaminharmos uma proposta de 30% de reposição salarial, uma vez tratar-se de um período inflacionário e que, dentro de pouco tempo, os trabalhadores estarão novamente com seus salários em níveis ainda mais baixos do que antes. O mesmo vale para a redução da jornada de trabalho de 44h para 40h.

A única saída possível para os Trabalhadores é LUTAR CONTRA A INFLAÇÃO através da REPOSIÇÃO MENSAL DOS SALÁRIOS DE ACORDO COM A ELEVAÇÃO DOS PREÇOS e, ao mesmo tempo, LUTAR CONTRA OS PLANOS DE ESTABILIZAÇÃO, que geram desemprego, EXIGINDO QUE AS HORAS DE TRABALHO EXISTENTES SEJAM DIVIDIDAS ENTRE TODOS OS TRABALHADORES, para que ninguém seja demitido. Além disso, exigir dos governos FRENTES PÚBLICAS DE TRABALHO PARA OS DESEMPREGADOS e defender as LIBERDADES DEMOCRÁTICAS para podermos levantar essas bandeiras.

Junte-se ao GRUPO MOVIMENTO para levarmos em frente esse projeto!


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