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(Imagem: José Sarney e sua “Tropa de Choque”, Lula, Renan e Collor.)

Por Carlos Vieira

O então presidente do Senado José Sarney (PMDB), é hoje o principal alvo dos recentes escândalos que envolvem o Senado Brasileiro. Sarney é acusado por seus opositores de decretar mais de 160 atos secretos os quais preenchiam vários cargos no governo e destinava verbas públicas à Associações do senador, pela contratação de parentes, entre outros. Como se não bastasse, no dia 07/08, conforme o esperado, o presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), decidiu pelo arquivamento de todas as acusações restantes contra Sarney. Uma semana antes, Paulo Duque ordenou que fosse arquivado outros quatro pedidos de investigação contra o presidente do Senado e um contra o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL). Mas afinal de contas, quem é mesmo Sarney? De onde vem ele e o que pretende? E, principalmente, o que representa todos estes escândalos?

José Sarney, representa os resquícios da Ditadura Militar que tomou conta do Brasil durante os período de 1964-1985. O PMDB, partido do presidente do senado, é o então antigo MDB, um dos dois únicos “partidos legais” deste período obscuro da história do Brasil ao lado do ARENA, somente estes dois partidos possuíam o direito de se reunir e discutir sobre os rumos do país. A ARENA, posteriormente PDS (partido em que José Sarney iniciou nova atividade política), PFL e hoje atual DEM, representava a chamada “linha dura”, responsável pela articulação militar para a perseguição de presos políticos e pelos crimes de tortura no interior de bases da polícia e do exército. Já o MDB, futuro partido de Sarney, preferiu deixar para o ARENA esta “tarefa sangrenta” para se dedicar a chamada “transição lenta, gradual e segura” para a Democracia Burguesa moderada tradicional. Porém, mesmo depois da “abertura política”, e de o MDB passar a se chamar PMDB quase nada mudou; seu programa continua o mesmo, mantendo a tradição do antigo partidão da Ditadura Militar. Desde daquele período, José Sarney se recusa a abandonar Brasília e o Senado.

Além dos vários escândalos envolvendo o Senador, também precisamos saber quem são seus acusadores e o que eles pretendem fazer. Os demais partidos e deputados no Senado, que pedem a renuncia de Sarney, também representam uma direita reacionária e conservadora. Se hoje todos estes partidos exigem o “pedido de licença da presidência” de Sarney, e que este se afaste “temporariamente” do Senado, é com um único e exclusivo objetivo de ocupar o seu cargo para manter toda a estrutura estatal a serviço de uma aristocracia que sabe aliar corrupção com a manutenção de um Estado Burguês.

Já o estado do Maranhão, terra natal de Sarney, encontra-se em total estado de abandono e calamidade. Como se não bastasse o desemprego e a miséria que toma conta de quase todo o estado, a região ainda sofre com os estragos dos recentes alagamentos provocados pelo excesso de chuva, além das péssimas condições de suas rodovias estaduais. Vale lembrar que a governadora do estado do Maranhão é Roseana Sarney, filha de Sarney. Além de Roseana, o Senador é pai do então deputado Sarney Filho e do empresário Fernando José Sarney.

Mas, afinal de contas, o que representa a Crise no Senado?
A Crise no Senado brasileiro não representa apenas uma simples crise política como procura passar o presidente Lula e o PT, ela representa a falência do sistema representativo burguês e de seu parlamento. Todos os escândalos que a população acompanha deixam cada vez mais claro o que é o Estado: o Estado nada mais é do que um Comitê para gerenciar os negócios comuns de toda a classe burguesa. Enquanto milhares de trabalhadores são demitidos, Lula, Sarney e o governo buscam socorrer o Bancos, ao invés dos trabalhadores. Enquanto trabalhadores e jovens são obrigados a sobreviver com migalhas e péssimas condições de ensino, Lula, Sarney e o governo emprestam dinheiro ao FMI. Evidentemente, Sarney deveria não só deixar o cargo como deveria, junto com Lula e todos os demais deputados e senadores corruptos, sumir da vida pública brasileira.

Tanto para os trabalhadores como para juventude parece haver somente uma saída: os CONSELHOS, dirigidos diretamente pelos trabalhadores. Somente a organização direta e a aliança entre trabalhadores e estudantes aparece como única alternativa para enfrentar a estrutura estatal burguesa. Tal luta deve buscar a TRANSIÇÃO para uma nova sociedade. Os trabalhadores e a juventude devem lutar hoje, mais do que nunca, por um novo País e um novo Futuro!

Um comentário:

Ricardo Malagoli disse...

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Saudações revolucionárias.