INTERNACIONAL NACIONAL POLÍTICA ECONOMIA SINDICATO EDUCAÇÃO ARTE E CULTURA HISTÓRIA FILOSOFIA GRUPO MOVIMENTO



Por Carlos Vieira e Aroldo Andrade

Cerca de 900 trabalhadores da Fábrica de peças BOSCH da unidade de Curitiba, na Cidade Industrial, foram demitidos nesta quinta-feira (18). Além disso, outros três mil funcionários estarão em licença remunerada até o dia 28 deste mês. De acordo com um comunicado oficial da empresa, “a crise econômica foi o motivo das demissões”, pois houve uma queda drástica nas exportações para os Estados Unidos, Europa e Ásia. E isso ocasionou queda nos pedidos da fábrica e redução na produção. A fábrica de Curitiba produz sistemas de injeção para veículos com motores movidos a diesel, e, segundo comunicado, investimentos e contratações estão suspensos.

A diretoria do sindicato esteve reunida durante toda a tarde dessa quinta-feira (18) para discutir a situação da Bosch. Segundo a direção do sindicato, a proposta de redução salarial e de carga horária da Bosch não foi aceita porque a empresa não garantia que os empregos seriam mantidos. “A Bosch não tentou fazer acordo, quis fazer uma imposição. Fez apenas uma proposta, ou aceitávamos ou os colaboradores seriam mandados embora”, afirmou.

O sindicato apresentou uma proposta para que o contrato desses 900 funcionários fosse suspenso pelo prazo de cinco meses. Nesse período, os trabalhadores receberiam o seguro desemprego e a Bosch complementaria os salários - 30% a 40% dos recebimentos continuariam a ser pagos pela Bosch. Mas, de acordo com o presidente do sindicato, essa e outras propostas não foram aceitas.

Nesta sexta-feira (19) o Sindicato dos Metalúrgicos da região de Curitiba (SMC) entrará com uma ação no Ministério Público do Trabalho, para que o órgão intervenha na situação e suspenda as demissões. Se o sindicato não conseguir resolver a situação com o auxílio do MP, entrará na Justiça e tentará obter uma liminar, para que os 900 trabalhadores sejam recontratados, mesmo que provisoriamente. “Precisamos ganhar tempo e retomar as negociações. Não podemos permitir que 900 pessoas percam seus empregos”, disse o presidente do sindicato, Butka.

No entanto, apesar da tentativa do SMC recorrer ao ministério público para salvar os 900 empregos dos trabalhadores demitidos da Bosch, tal ação ainda se mantém nos limites da normalidade institucional, em nenhum momento Butka levantou a hipótese de Greve, principal meio de luta dos trabalhadores. A palavra de ordem “Greve” deveria ter sido a primeira a ser levantada. Assim como, as palavras de ordem de redução da jornada de trabalho sem redução de salários. A falta de um Partido sério e sindicatos honestos são os principais bloqueios para a organização da classe trabalhadora. A crise pela qual passa a classe trabalhadora caracteriza-se, antes de mais nada, pela crise histórica de sua direção. A crise mundial e a agonia do capitalismo impõem tarefas decisivas à classe trabalhadora e a sociedade. É preciso buscar um meio de luta eficaz para enfrentar o período de catástrofes que se aproxima. Os trabalhadores podem e devem responder as demissões com GREVE!

CONTRA AS DEMISSÕES:
GREVE! PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS!

Nenhum comentário: