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(Concentração dos professores em frente ao Palácio das Araucárias, em Curitiba)

Por Carlos Vieira

Milhares de professores e funcionários da rede estadual de ensino do Paraná tomaram as ruas no dia 16 de março, data em que fora marcada uma paralisação nacional do trabalhadores da educação. As reivindicações vão desde a equiparação salarial, de melhorias na saúde pública, até a contratação dos professores e funcionários aprovados no concurso de 2007. Em Curitiba, cerca de 6.000 trabalhadores, entre professores e funcionários ocuparam as ruas da capital. Se concentraram em frente ao Palácio das Araucárias e participaram de uma reunião com integrantes da Secretaria de Estado da Educação (Seed), onde entregaram uma pauta de reivindicações. Em Cascavel, os militantes do Grupo Movimento e a equipe de redação do jornal O Militante estiveram presentes na manifestação dos professores e funcionários que se concentraram no calçadão da cidade, no “Bolca Maldita” em frente a Matriz. Cerca de 600 trabalhadores fizeram-se presentes. Seguiram-se as falas e reivindicações feitas em microfone, além de uma marcha pelo calçadão da cidade. A manifestação durou das 9h da manhã ao meio dia. No período da tarde, uma reunião na sede da APP avaliou o ato, apresentou-se diferentes análises de conjuntura e debateu-se sobre os rumos que o movimento toma e poderá tomar. Segundo a Direção do Sindicato, “a idéia de Greve está descartada”. Alguns professores ainda buscaram um meio de manter a categoria em movimento propondo a realização de uma assembléia regional para clarear e deliberar as reivindicações a serem encaminhadas à assembléia do dia 27 em Curitiba. Além disso, foram propostas ainda a realização de assembléias periódicas, além da inclusão na pauta de reivindicações da “redução da jornada de trabalho sem redução de salários, o reajuste mensal dos salários de acordo com a elevação dos preços e a redução do número de alunos em sala de aula, entre 20 à 25 alunos por sala.” Porém, logo que estas bandeiras de luta apareceram, a direção do sindicato buscou desviar a atenção dos presentes na reunião, que buscavam meios de como organizar o trabalhadores e quais a reivindicações a serem votadas em assembléia, para outro rumo. Propôs, a direção do sindicato, uma discussão sobre a “necessidade de apoiar Osmar Dias (PDT) para o governo de Estado e Dilma Rousseff (PT) para a presidência da República”. Segundo a direção petista, "somente com o apoio à Osmar, Dilma terá um palaque no Paraná". Osmar é irmão do então senador Álvaro Dias (PSDB), ex-governador do estado do Paraná, que em 30 de agosto de 1988 ordenou que a Policia reprimisse a greve dos professores que protestavam por melhores condições de trabalho. A data deste acontecimento, por ironia, deu nome ao jornal do Sindicato, o "30 de Agosto". Hoje, a direção da APP mostra-se em grande contradição. Apóia abertamente o irmão daquele que a 22 anos atrás ordenava a polícia que reprimisse violentamente os professores com bombas de gás lacrimogênio e com a cavalaria. (Videos desse acontecimento aqui). Come se pode ver, em Cascavel, a direção da APP, além de incoerente, transforma o sindicato dos professores em um comitê para a candidatura de Osmar e Dilma. A direção petista, busca ainda apresentar o PT como um partido que representa os trabalhadores. Ora, os fatos e os oito anos de governo Lula mostraram e continuam mostrado de que lado esta o PT. Os bancos nunca lucraram tanto como no governo lula, para o capital financeiro o PT no poder será mais uma vez motivo de festa, comemoração e lucros exorbitantes. Para os trabalhadores: mentiras, enganação, desemprego, bloqueio de suas lutas, migalhas e mais migalhas. Não podemos permitir que as reuniões e as assembléias do sindicato continuem a funcionar como aparelho para campanha eleitoral de cadidatos comprometidos com a burguesia. Pelo contrário, devemos aproveitar o momento que se abre – com as eleições, em que o sindicato convoca os trabalhadores para a discussão e para as ruas, para avançarmos na luta. É chegada a hora de defender e fazer valer a democracia direta, aquela das assembléias, onde cada trabalhador representando a si mesmo representa a todos e decidem de mãos levantadas os rumos de suas vidas.



À LUTA PROFESSORES!
À LUTA FUNCIONÁRIOS!
À LUTA TRABALHADORES!
ÀS RUAS, ÀS PRAÇAS, ÀS ASSEMBLÉIAS!




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